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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Dicas para se dar bem no SPAECE-2010

Se liga educando da EEEP, dicas primordiais, para se sair bem no SPAECE-2010.
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto.
02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim.
03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes.
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas.
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar.
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor.
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão.
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto correspondente.
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão.
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu.
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa.
12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva.
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais.
14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto.
15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta.
16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem.
17. O autor defende ideias e você deve percebê-las.
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantíssimos na interpretação do texto.Ex.: Ele morreu de fome.de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele").Ex.: Ele morreu faminto.faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.
19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as ideias estão coordenadas entre si.
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.

domingo, 31 de outubro de 2010

RODA DE LEITURA EM AÇÃO!

Quanto mais cedo a leitura e a escrita entrar na vida dos adolescentes, maiores as chan­ces de ele gostar de ler. Pensando nisso o professor de língua portuguesa dos 1º anos, Edivaldo Araújo Júnior, da EEEP Monsenhor Expedito da Silveira de Sousa, propicia mensalmente “Rodas de leitura ”, na oportunidade os educandos são encaminhados a um ambiente, bem favorável a leitura.
A leitura realizada pelos os educandos, carrega em si a chance de viver vidas mil, em apenas algumas horas. E tem ainda finalidades práticas, como ampliar a compreensão de mundo, permitir a aquisição de conhecimentos, aprimorar a capacidade de expressão, reduzir os batimentos cardíacos, diminuir a ansiedade e aumentar a libido.
A leitura pode ser aquela companheira inseparável. Podemos simplesmente ler nomes de lojas enquanto andamos pela rua, ler fachadas de prédios, ler o olhar das pessoas, ler a agitação do dia-a-dia. Você pode nem se dar conta disso, mas você está lendo nas 24 horas do seu dia. Mas se tratando de leitura textual, é possível dizer que o texto é o mais interativo dos objetos, principalmente o livro. Você pode avançar, recuar, folhear, anotar e tudo isso com comodidade e rapidez, esteja você onde estiver. No ônibus ou na sala de espera de um dentista.
Ler, ler e ler, pode ser um prazer a partir do momento em que descobre-se a beleza de poder adentrar em mundos diferentes como um passe de mágica, deixando um pé no mundo real e o outro no mundo da ficção. Leia você também, para se tornar mais um contemplado das muitas viagens sem sair do lugar.

O ESCRITOR NO ÂMBITO ESCOLAR!


No dia 25 de Outubro a EEEP MONSENHOR EXPEDITO DA SILVEIRA DE SOUSA, através do Projeto de Leitura e Escrita: Aprendendo a ler com prazer e escrever bem por saber, de autoria do professor língua portuguesa dos 1º anos, Edivaldo Araújo Júnior, recebeu a visita ilustre do escritor camocimense “ Raimundo Bento Sotero” , o mesmo que por muitas vezes, já foi agraciado com várias premiações em nosso país. Essa visita foi uma ação do referido projeto, que tem como objetivo, incentivar o hábito de leitura, enriquecimento do vocabulário dos educandos e assim servindo de subsidio aos mesmos, para que possam escrever corretamente um texto/frase. A palestra teve como temática principal “Leitura e Escrita”, a mesma foi bem contagiante, chegando a envolver todos os presentes, na oportunidade o palestrante, falou um pouco da importância da leitura e ressaltou que a leitura é uma viagem ao desconhecido, levando você a vivenciar e se envolver com a história.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ler dá sono?

Muitas pessoas afirmam que “ler dá sono”, você acredita nessa mentira? De tanto se falar e de se ouvir parece até mesmo que é verdade, mas não é! A leitura não tem capacidade de provocar sono. O que acontece é que a pessoa já está propensa a querer dormir ou já está sonolenta quando começa a ler. Há algumas pessoas que quando vão ler, já procuram uma forma de se acomodar para um possível “cochilo”: leem deitadas, apoiadas em travesseiros macios. Também é muito comum visualizar pessoas lendo depois do almoço e antes de dormir, justamente nos horários em que o sono virá com ou sem as páginas escritas do livro. A leitura deve ser feita em um ambiente agradável e não confortável! O modo como se lê também causa monotonia e cansaço nas vistas. Pausar a leitura constantemente, ficar fazendo menção de leitura com os lábios ou ruídos baixos com a garganta embalam o sono. Falta de atenção é outro fator chave que desestimula, pois vez ou outra o leitor precisa voltar em parágrafos já lidos! Durante a vida não aprendemos a ler livros, aprendemos a ler parágrafos, capítulos e no máximo algumas páginas. Contudo, sabemos que ler é imprescindível para nós, para a faculdade, para o trabalho, para as pessoas que convivem conosco, para termos formação, para formarmos outras pessoas. Alguns poucos passam horas lendo, enquanto a maioria suspira: Como gostaria de ler assim! Sim, podemos dizer que não gostamos, que dá sono, que não precisa de tanto. Mas quando vemos alguém próximo a nós, lendo horas sem parar, pensamos porque não temos a mesma capacidade! Mas a temos, o problema é que não usufruímos dela! Ler é uma decisão! Você já parou para pensar o que precisa para ler mais, para ler melhor? Um lugar diferente? Ler em voz alta? Explicar a alguém o que leu? Resolva isto primeiro: leia em um ambiente e horário que você não vá ter tendência ao sono! Comece com leituras mais breves, livros com poucas páginas e vá aumentando aos poucos e, com isso, acostumando a ler de modo diferente do que aprendeu! Não desista na primeira palavra estranha e esteja com um dicionário ao lado, afinal, como dizem: ninguém nasceu sabendo!

domingo, 19 de setembro de 2010

Projeto de Leitura e Escrita: Aprendendo a ler com prazer e escrever bem por saber!

Sabe-se que um dos principais problemas na educação da atualidade é a dificuldade que os
educandos têm de ler e produzir textos. Essa é uma reclamação constante não só pelos professores da disciplina Língua Portuguesa, mas de toda a categoria docente.
Pensando nisso, o professor de Língua Portuguesa dos 1 anos, Edivaldo Araújo Júnior, da EEEP Monsenhor Expedito da Silveira de Sousa, lança o Projeto: Aprendendo a ler com prazer e escrever bem por saber!
Esse projeto tem como público-alvo, todos os educandos dos 1 Anos, dos cursos de Enfermagem, Hospedagem e Informática, os mesmos utilizarão a biblioteca escolar, como uma potente ferramenta para o desenvolvimento, de sua autonomia intelectual e também do processo de ensino e aprendizagem. Por meio de livros, mas também de revistas, jornais e materiais multimídia.
Portanto, os seguintes aspectos devem nortear o trabalho do educador na biblioteca e que serão conduzidos dentro deste projeto:
1. Organizar o espaço e conhecimento dos materiais: Em um ambiente que convida os educandos dos 1º anos a descobrir, aprofundar e produzir através das leituras e pesquisas realizadas.
2. Difundir o uso da biblioteca dentro e fora da escola: Ressaltando que, não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de alunos.
3. Clube da Leitura: Ler, discutir e interpretar em momento extra-sala:
Livro Selecionado: “O Caçador de Pipas” – Khaled Hosseini
A obra será trabalhada com os educandos nas seguintes perspectivas:
* Leitura da capa e reflexão sobre a expectativa dos alunos.
* Criação de um texto curto sobre o que o aluno imagina que encontrará no livro.
Depois, a leitura da obra poderá ser contextualizada sob os seguintes parâmetros:
* O texto e o leitor
* O texto no contexto da comunidade
* O texto no contexto da mídia
* O texto no contexto de diferentes artes.

Após a leitura sugere-se que cada aluno avalie o livro quanto ao texto e a sua influência no modo de pensar do leitor, analisando quais foram as ideias ou situações vivenciadas no livro que o surpreenderam ou trouxeram alguma novidade. Toda leitura poderá ser motivadora de trabalhos criativos de livre escolha dos alunos, em qualquer gênero literário ou forma artística.

E o dinheiro público? Vai pra onde? CGU 2010!

Fonte: www.cgu.gov.br

sábado, 18 de setembro de 2010

Concurso de Desenho e Redação(CGU– Edição 2010)

Em 2010, a Controladoria-Geral da União (CGU) realiza a quarta edição do Concurso de Desenho e Redação. O tema é “Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?”. O objetivo é despertar nos estudantes o interesse pelo controle social, a ética e a cidadania por meio da promoção da reflexão e do debate desses temas no ambiente escolar.
O concurso desse ano será nacional, podendo participar alunos do ensino fundamental e médio, além do ensino de jovens e adultos (EJA). Serão premiados 33 alunos e 3 escolas. A inscrição será feita pela escola, que selecionará os melhores trabalhos de seus alunos e os enviará à CGU conforme o regulamento.

domingo, 5 de setembro de 2010

Gil Vicente: Poeta e ourives!

Gil Vicente (1465-1536) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina.
A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.
O seu filho, Luís Vicente, na primeira compilação de todas as suas obras, classificou-as em autos e mistérios (de carácter sagrado e devocional) e em farsas, comédias e tragicomédias (de carácter profano). Contudo, qualquer classificação é redutora - de facto, basta pensar na Trilogia das Barcas para se verificar como elementos da farsa (as personagens que vão aparecendo, há pouco saídas deste mundo) se misturam com elementos alegóricos religiosos e místicos (o Bem e o Mal).
Gil Vicente retratou, com refinada comicidade, a sociedade portuguesa do século XVI, demonstrando uma capacidade acutilante de observação ao traçar o perfil psicológico das personagens. Crítico severo dos costumes, de acordo com a máxima que seria ditada por Molière ("Ridendo castigat mores" - rindo se castigam os costumes), Gil Vicente é também um dos mais importantes autores satíricos da língua portuguesa. Em 44 peças, usa grande quantidade de personagens extraídos do espectro social português da altura. É comum a presença de marinheiros, ciganos, camponeses, fadas e demônios e de referências – sempre com um lirismo nato – a dialetos e linguagens populares.
Entre suas obras estão Auto Pastoril Castelhano (1502) e Auto dos Reis Magos (1503), escritas para celebração natalina. Dentro deste contexto insere-se ainda o Auto da Sibila Cassandra (1513), que, embora até muito recentemente tenha sido visto como um prenúncio dos os ideais renascentistas em Portugal, retoma uma narrativa já presente na General Estória de Afonso X. Sua obra-prima é a trilogia de sátiras Auto da Barca do Inferno (1516), Auto da Barca do Purgatório (1518) e Auto da Barca da Glória (1519). Em 1523 escreve a Farsa de Inês Pereira.

domingo, 22 de agosto de 2010

O que é Substantivo?

Substantivo é a palavra que:

Quanto ao conteúdo: nomeia os seres, ações, qualidades, sensações, sentimentos etc.
Quanto à forma: é variável.
Quanto a sintaxe: é o núcleo das principais funções sintáticas, como sujeito e objeto.
Todos os substantivos aceitam artigos.
Veja abaixo:
Seres reais: casa, sol
Seres imaginários: fada, dragão
Ações: corrida, construção
Qualidades: beleza, palidez
Sensações: frio, arrepio
Sentimentos: medo, amor

Classificação do Substantivo

1. Próprio – Comum
* O substantivo próprio designa um ser entre outros da sua espécie:
* O substantivo comum designa a espécie:

2. Concreto – Abstrato
* Substantivo concreto designa os seres que têm, ou acreditamos que tenham, existência própria independente de outros seres.
* Substantivo abstrato designa sensações, estados, ações ou qualidades dos seres.

3. Simples – Composto
* O substantivo simples é formado por um só radical ou uma só palavra:
* O substantivo composto é formado por mais de um radical ou mais de um apalavra:

4. Primitivo – Derivado
* O substantivo primitivo
é formado por um radical que pode dar origem a outros:
* O substantivo derivado possui um único radical a que foram acrescidos afixos:

5. Coletivo
* O substantivo coletivo é o substantivo singular que designa vários seres de uma espécie.

Flexão do Substantivo

O substantivo flexiona-se em gênero e número.
* Flexão de gênero
Em português, há apenas dois gêneros, que agrupam todos os substantivos: gênero masculino e gênero feminino.
Em geral, é masculino o substantivo que admite o artigo o, e é feminino, o que admite o artigo a.

Obs 1: Os substantivos que possuem duas formas para indicar o gênero, uma para o masculino outra para o feminino, são chamados de biformes.

Obs 2: Os substantivos que possuem uma só forma para indicar os dois gêneros chama-se uniformes.

* Substantivo biforme
A formação do feminino pode ser feita em maneiras diferentes.
Formação por meio de morfemas (desinências e sufixos):
Terminação o - Troca por a: garoto-garota
Terminação e - Troca por a: elefante-elefanta
Terminação e,a - Troca por essa, esa, isa: sacerdote-sacerdotisa
Terminação ês,or,z,s,l - Acréscimo de a: francês-francesa.
Terminação ão - Terminação por ã: cidadão-cidadã

Formação e alteração de radicais

Os substantivos que mudam de gênero por meio de outra palavra (ou de outro radical) podem ser chamadas de heterônimos.
* Substantivo uniforme: Possui uma só forma para o masculino e feminino.
Há três tipos:
01. Sobrecomum: é o substantivo que apresenta um só gênero para indicar seres do sexo masculino e seres do sexo feminino.

02. Comum-de-dois:
é o substantivo que apresenta uma só forma para o masculino e para o feminino e faz indicação de gênero com o auxilio de artigo, adjetivo, pronome adjetivo ou outras formas adjetivas.

03. Epiceno: é o substantivo que designa animais ou insetos e não varia de gênero.
Para se explicar o sexo do animal, indica-se o masculino e o feminino com o auxílio dos adjetivos macho fêmea.

Gênero do significado
Alguns substantivos são masculinos ou femininos, conforme o sentido em que se achem empregados.

Flexão de número
Número é a particularidade que os substantivos tem de indicar um ou mais seres ou coisas. Os substantivos podem se apresentar na forma do singular o do plural.

* Singular refere-se a um ser ou grupo de seres.

* Plural: indica mais de um ser ou grupo de seres.

Grau do Substantivo
Além da forma verbal usual, que poderíamos chamar de grau normal, alguns substantivos podem apresentar o grau diminutivo e o grau aumentativo, para representar uma relação de tamanho ou para expressar outras ideias, como a afetividade.
O grau pode ser indicado por meio de sufixos ou de palavras que acompanham o substantivo.

Forma Sintética: é o processo de indicação de grau por meio da derivação sufixal.

Principais sufixos usados na formação sintética de aumentativos e diminutivos:
Aumentativo: ão, alhão, arão, zão, zarrão, aço, aça, anca, anzil, aréu, arra, ázio, ona, orra, uca.
Diminutivo: acho, eco, ejo, ela, ete, iço, inho, inha, im, isco, ola, ote, ucho.

domingo, 8 de agosto de 2010

O que é um conto?

CONTO – História completa e fechada como um ovo. É uma célula dramática, um só conflito, uma só ação. A narrativa passiva de ampliar-se não é conto.Poucas são as personagens em decorrência das unidades de ação, tempo e lugar. Ainda em consequência das unidades que governam a estrutura do conto, as personagens tendem a ser estáticas, porque as surpreende no instante climático de sua existência. O contista as imobiliza no tempo, no espaço e na personalidade.O conto se semelha a uma tela em que se fixasse o ápice de uma situação humana.
ESTRUTURA - É essencialmente objetivo, e horizontal. Foge do imaginário para a realidade viva, presente, concreta. Divagações são escusadas. Breve história. Todas as palavras hão de ser suficientes e necessárias e devem convergir para o mesmo alvo. O dado imaginativo se sobrepõe ao dado observado. A imaginação, necessariamente presente, é que vai conferir à obra o caráter estético. Jamais se perde no vago. Prende –se à realidade concreta. Daí nasce o realismo, a semelhança com a vida.
LINGUAGEM – Objetiva, utiliza metáforas de imediata compreensão para o leitor, despe –se de abstrações e da preocupação com o rebuscamento. O conto desconhece alçapões subterrâneos ou segundas intenções. Os fatos devem estar presentes e predominantes. Ação antes da intenção.Dentre os componentes da linguagem do conto, o dialógo é o mais importante de todos. Está em primeiro lugar, por dramático, deve ser tanto quanto possível dialogado.Os conflitos, os dramas residem na fala das pessoas, nas palavras ditas, não no resto. Sem diálogos não há discórdia, desavença ou mal – entendido e, sem isso, não há conflito e nem ação.As palavras como signos de sentimentos, de ideias, emoções, podem construir ou destruir. Sem diálogo torna –se impossível qualquer forma completa de comunicação. A música e a dança transmitem parcialmente tudo o que o homem sente ou pensa. O meio ideal de comunicação é a palavra, sobretudo na forma de diálogo.O diálogo é a base expressiva do conto: diálogo direto, indireto e interior.No conto, predomina o diálogo direto que permite uma comunicação imediata entre o leitor e a narrativa.Se usado diálogo indireto em excesso, o conto falha ou é de estreante.Diálogo interior: trata –se de um requintado expediente formal, de complexo e difícil manuseio.Outro expediente linguístico é a narração, que deve aparecer em quantidade reduzida, proporcional ao diálogo.Os escritores neófitos ou inexperientes usam e abusam da narração, por ser um recurso fácil, que prescinde das exigências próprias do diálogo. É um recurso que tende a zero no conto.A descrição ocupa semelhante lugar na estrutura do conto. Está fora de cogitação o desenho acabado das figuras. Ao contrário, o conto não se preocupa em erguer um retrato completo das personagens, mas centram –se nos conflitos entre as personagens.A descrição da natureza, ou do ambiente, ocupa ainda mais modesto, pois o drama expresso pelo diálogo, dispensa o cenário. O drama mora nas pessoas, não nas coisas e nem na roupagem.A descrição completa-se com 2 ou 3 notas singelas, apenas para situar o conflito no espaço.
TRAMA - Linear, objetiva. A cronologia do conto é a relógio, de modo que o leitor vê os fatos se sucederem numa continuidade semelhante à vida real.O conto, ao começar, já está próximo do epílogo. A precipitação domina o conto desde a primeira linha.No conto, a ação caminha claramente à frente. Todavia, como na vida real, que pretende espelhar, de um momento para o outro deflagra o estopim e o drama explode imprevistamente. A grande força do conto e o calvário dos contistas consiste no jogo narrativo para prender o interesse do leitor até desenlace, que é, regra geral, um enigma.O final enigmático deve surpreender o leitor, deixar – lhe uma semente de meditação ou de pasmo perante a nova situação conhecida.Casos há em que o enigma vem diluindo no decorrer do conto. Neste caso ele se aproxima da crônica ou corresponde a episódio de romance.
FOCO NARRATIVO – 1ª e 3ª pessoa. O conto transmite uma única impressão ao leitor.Começo e epílogo: O epílogo do conto é o clímax da história. Enigmático por excelência, deve surpreender o leitor.O contista deve estar preocupado com o começo, pois das primeiras linhas, depende o todo o conto.O começo está próximo do fim. E o contista não pode perder tempo com delongas que enfastiam o leitor, interessado no âmago da história.O início é a grande escolha. O contista deve saber como começar, o romancista.A posição do leitor diante do conto é de quem deseja, às pressas, desentediar – se. Ele procura no conto o desenfado e o deslumbramento perante o talento que coloca em reduzidas páginas tanta humanidade em chama.O contista sacrifica tudo quanto possa perturbar a ideia de completude e unidade.