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quarta-feira, 19 de março de 2014

O ROMANTISMO EM PORTUGAL


Em Portugal o Romantismo está diretamente ligado às lutas liberais, porque os escritores românticos mais representativos deste movimento estético – Garrett e Herculano – foram combatentes liberais. Qualquer destes escritores foi exilado político na altura das lutas liberais, tendo vivido na França e Inglaterra. Ao regressarem, trouxeram consigo os ideais deste novo movimento estético-literário que introduziram em Portugal.
Assim, é o poema Camões de Almeida Garrett, publicado em Paris em 1825, que é considerado o marco inicial do Romantismo em Portugal. Mas o Romantismo como movimento literário firma-se só a partir de 1936, com a criação da revista Panorama, na qual se publicaram textos românticos de importantes escritores portugueses, como Almeida Garrett, Camilo Castelo Branco, João de Deus e Júlio Dinis, além de Alexandre Herculano. É válido ressaltar que o Romantismo em Portugal durou cerca de 40 anos terminando por volta de 1865 com a Questão Coimbrã. No entanto, é de notar que, em 1865 e depois, muitos prosadores e poetas românticos publicam ainda com grande sucesso muitas das suas obras.

Características do Romantismo em Portugal:
1. Expressão plena dos estados da alma, das paixões e das emoções.
2. Exaltação da liberdade individual e social.
3. Gosto por ambientes solitários e noturnos, considerados mais propícios às confidências e aos desabafos sentimentais.
4. Visão da natureza como exemplo da manifestação do poder de Deus e como refúgio acolhedor para o homem que busca paz interior, longe das perturbações da vida em sociedade.
5. Individualismo: O "eu" é a figura principal; predomínio da primeira pessoa.
6. Emoção: subjetivismo, imaginação, desejos, expressão do "eu interior".
7. Liberdade de criação: abandono das formas fixas dos modelos clássicos (ode, soneto, decassílabos); abandono das rimas e valorização dos versos brancos (versos não rimados); mistura dos gêneros; neologismos (palavras novas); aproximação da linguagem literária da coloquial.
8. Religiosidade: é vista como um ponto de apoio ou válvula de escape diante das frustrações do mundo real.
9. A atração pela melancolia, pela solidão e pela morte como solução para todos os males.
10.  A sacralização do amor – O amor é um sentimento vivido de forma absoluta, exagerada e contraditória, precisamente por ser um ideal inatingível. A mulher ou é um ser angelical bom (mulher-anjo, que leva à salvação), ou é um ser angelical mau (mulher-demônio, que leva à perdição).
11. O “mal du siède” ou o “spleen” – É o pessimismo, o cansaço doentio e melancólico, a solidão, uma espécie de desespero de viver, resultante da posição idealista que mantém perante a vida. Por isso, o romântico é sempre um ser incompreendido que cultiva o sofrimento e a solidão.

As Fases do Romantismo em Portugal:
Em Portugal sucederam-se três gerações de poetas e prosadores românticos, cada qual com as suas características.

A primeira geração (1825 -1840) - caracterizada por autores que começaram ainda presos a certos princípios neoclássicos, mas que foram responsáveis pela consolidação do novo estilo, destacam-se:

01. Almeida Garrett
João Baptista da Silva Leitão, que mais tarde chamado de Visconde de Almeida Garrett  (Porto, 4 de Fevereiro de 1799 - Lisboa, 9 de Dezembro de 1854) foi um escritor e dramaturgo romântico,  orador, par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do Romantismo português.
Possuía um talento flexível para escrever, imprimindo em suas obras uma notável individualidade, elegância e originalidade.
Embora tenha se dedicado a vários gêneros literários, foi na poesia e no teatro que mais ganhou destaque. Suas obras “Camões” e “Frei Luis de Sousa” ganharam grande importância no mundo literário.
Até os dias atuais é um dos escritores, do século XIX, mais lidos em Portugal. Influenciou as gerações futuras da literatura portuguesa.

Principais obras de Almeida Garrett:
- Camões (1825)
- Dona Branca (1826)
- Adozinda (1828)
- Catão (1828)
- Romanceiro (1843)
- Cancioneiro Geral (1843)
- Frei Luis de Sousa (1844)
- Flores sem Fruto (1844)
- D’o Arco de Santana (1845)
- Folhas Caídas (1853)

02. Alexandre Herculano
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo (Lisboa, 28 de Março de 1810 — Santarém, 13 de Setembro de 1877) escritor da era do Romantismo, historiador, jornalista, e poeta português.
Um dos principais expoentes do romantismo português, além de romancista, tem uma vasta atuação como historiador, jornalista e poeta. Basta lembrar, entre suas pesquisas, as publicações História de Portugal, História da origem e estabelecimento da Inquisição em Portugal e Portugalia e Monumenta Historica, uma coleção de documentos valiosos recolhidos de cartórios conventuais do país.
O ponto mais forte de Herculano, justamente por essa formação, é a narrativa histórica. Sua prosa traz elementos mistos do historiador, manifestado na detalhada reconstituição de ambientes e costumes do passado, com a do escritor capaz de criar e desenvolver narrativas.

A Principal obra de Alexandre Herculano
Publicado em 1844, “Eurico, o presbítero” é um romance histórico. A obra enfoca o fim do reino visigodo formado na região que hoje engloba Espanha e Portugal, com a chegada vitoriosa dos muçulmanos. Nesse contexto, relacionam-se os protagonistas, Eurico e Hermengarda.
O guerreiro Eurico, de origem humilde, após conquistas nos campos de batalha, pede ao Duque da Cantábria a mão de sua filha Hermengarda. O nobre recusa, e o jovem, desiludido, volta-se para a vida religiosa. Torna-se, assim, presbítero, na esperança que a vida litúrgica e a composição de poemas e hinos que tratam de temas sagrados o façam esquecer seu grande amor.
Tudo muda quando os árabes invadem a Península Ibérica. Eurico transforma-se num emblemático Cavaleiro Negro. Logo ganha destaque pela bravura, animando os visigodos a enfrentar os invasores. A situação se complica, porém, quando os árabes dominam o Mosteiro da Virgem Dolorosa e raptam Hermengarda.
O heroico Cavaleiro a salva e impede que ela seja violentada. Quando a heroína declara o seu amor, Eurico diz que nada pode ter com ela devido aos seus votos religiosos e revela a sua dupla identidade. A moça enlouquece e o soldado parte para o campo de batalha numa luta onde certamente perderá a vida, num final romântico em que a desconexão deste mundo chamado real é o único ponto de conexão possível para um amor infeliz.

As principais Obras de Alexandre Herculano:
- A Harpa do Crente – 1838
- Poesias – 1850
- O Fronteiro de África ou três noites aziagas, Drama histórico português em 3 atos.
Representou-se em Lisboa, em 1838, no teatro do Salitre.
Foi editado no Rio de Janeiro em 1862.
- Os Infantes em Ceuta – 1842
- O Pároco de Aldeia – 1825
- O Bobo – 1843
- O Monasticon
-  Eurico, o Presbítero: Época Visigótica – 1844
- O Monge de Cister; Época de D. João I - 1848

A segunda geração (Ultra-Romantismo / 1840 – 1860)  contou com escritores que atingiram o pleno domínio das propostas românticas. A visão egocêntrica do mundo, os temas medievais, o tédio, a melancolia, a atração pela morte, a projeção de sentimentos na natureza, todas essas tendências fizeram-se sentir  intensamente durante esse período. Além dos poemas melancólicos tidos como “mal do século” .

Os seus principais representantes são:

01. Camilo Castelo Branco
Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco (Lisboa, 16 de Março de 1825 - São Miguel de Seide, 1 de Junho de 1890).Teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas passionais(Amor de Perdição, Carlota Ângela, Amor de Salvação) Satíricas (Coração,Cabeça, Estômago/ A queda dum anjo) e de Influência realista( Eusébio Macário, A corja, A brasileira de Prazins) . Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para um público, sujeitando-se assim aos ditames da moda, conseguiu ter uma escrita muito original. Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica.

A Principal obra de Camilo Castelo Branco

Amor de Perdição
Novela composta em 1862, por Camilo Castelo Branco, durante o tempo em que o autor esteve preso por adultério na cadeia da Relação do Porto. Foi baseada num episódio real da vida de um tio seu, Simão Botelho, que lhe teria sido contado por uma tia, e cujo registro o autor teria encontrado nos livros de assentamentos da cadeia. No entanto, a manipulação e a ficção, por parte de Camilo, são de tal forma livres, que o converteu na novela sentimental mais famosa do Romantismo português.
O enredo é Ultra-Romântico: os protagonistas, Simão e Teresa, filhos de duas famílias inimigas de Viseu, os Botelhos e os Albuquerques, apaixonam-se. A conselho de Baltasar Coutinho, primo e prometido de Teresa, despeitado pelo ciúme, Tadeu de Albuquerque decide encerrar a filha no convento de Monchique, no Porto. Simão espera-os à saída de Viseu, trava-se de razões com Baltasar e mata-o a tiro, entregando-se logo à justiça. Preso na cadeia da Relação do Porto, é condenado ao degredo. Ao embarcar para a Índia, Simão ainda consegue avistar o vulto da sua amada, que se despede dele, já moribunda, esgotada pela desgraça. Horas depois, Simão toma conhecimento da morte de Teresa e morre também. A personagem mais verdadeira da novela, e que rompe com o convencionalismo romântico, é, contudo, Mariana, uma rapariga do povo, boa e abnegada, que, sentindo por Simão um amor absoluto e sem esperança, serve de intermediária entre Simão e Teresa, decidindo depois acompanhá-lo no exílio e suicidar-se após a morte dele, abraçando-se ao seu cadáver atirado ao mar.
À narrativa passional e trágica, onde o amor, o ódio e a vingança, nos seus múltiplos cambiantes surgem extremados, estaria também subjacente, segundo alguns estudiosos da obra camiliana, uma intenção de crítica social, pretendendo Camilo denunciar a obediência cega da sociedade ao preconceito obsoleto da honra familiar.

As principais Obras de Camilo Castelo Branco:
-  A Filha do Arcediago - 1855
- Onde está a Felicidade? - 1856
-  Vingança - 1858
-  O Romance dum Homem Rico – 1861
- Amor de Perdição – 1862
-  Memórias do Cárcere – 1862
- O Bem e o Mal – 1863
-  Vinte Horas de Liteira – 1864
-  A Queda dum Anjo – 1865
-  O Retrato de Ricardina – 1868
-  A Mulher Fatal – 1870
-  O Regicida – 1874
- Novelas do Minho - 1875-1877
- Eusébio Macário – 1879
-  A Brasileira de Prazins, 1882.

02. Soares Passos
Antonio Augusto Soares de Passos (Porto, 27 de Novembro de 1826 – Porto, 8 de Fevereiro de 1860) foi um poeta, expoente máximo do Ultra-Romantismo em Portugal.
Nascido no seio da média burguesia comerciante portuense, viveu largas temporadas da infância com o pai ausente, fugido às perseguições que lhe moveram durante as guerras civis pelas suas idéias liberais, o que terá marcado o temperamento algo soturno do jovem Antonio Augusto. Tendo aprendido francês e inglês durante a juventude, ingressou na Universidade de Coimbra, em 1849, para cursar Direito.
Em Coimbra conviveu com outros estudantes do Porto, como Alexandre Braga, Silva Ferraz e Aires de Gouveia, com quem fundou, em 1851, a revista Novo Trovador. Em 1854, já formado, regressou ao Porto e, depois de uma passagem pelo Tribunal da Relação do Porto, decide dedicar-se exclusivamente à literatura, colaborando ativamente nos jornais de poesia O Bardo (1852-1854) e A Grinalda (1855-1869) e preparando a edição em volume das suas Poesias (1856).
Para a sua celebridade contribuiu não apenas a sua imagem de misantropo e a freqüência dos salões portuenses, como também o bom acolhimento dos críticos, nomeadamente de Alexandre Herculano que, em carta, considerou Soares de Passos como "o primeiro poeta lírico português deste século" (referindo-se ao século XIX).
Sua qualidade pode ser creditada ao fato de ter escrito com autenticidade, pois os sentimentos derramados em seu texto são os que realmente viveu, já que foi pessoa extremamente sofrida, por vezes dominada por uma doença que, reza a lenda, deixou-o preso por anos em seu quarto. Isso explica a proeza de ter trabalhado muito bem com clichês que nas mãos dos outros poetas são extremamente ridículos. Melhor exemplo disso é "O Noivado no Sepulcro".
Seus poemas são fruto de uma angústia da sensação da proximidade da morte precoce mesclada ao desgosto pela situação em que se encontrava seu país. O incrível é que sabe alternar esses aspectos sombrios a momentos de extrema confiança na mudança das condições sociais. Essas oposições dramáticas talvez sejam a causa da visão trágica com que o poeta enxerga o mundo. Quando parte para a religião, enfoca a tragédia de Deus castigando todos, quando enfoca a História, mostra uma sucessão de episódios lastimosos, quando olha o cotidiano, enxerga somente a desgraça.
Sendo um poeta muito divulgado no seu tempo, morreu precocemente aos trinta e quatro anos, vítima da tuberculose, deixando um livro único – Poesias (1855) – onde confluem todas as tendências do imaginário poético seu contemporâneo.

A terceira geração 1860 – 1870 – uma tendência à moderação, associada a uma linguagem menos inflamada dá aos românticos dessa geração um tom mais enxuto e verdadeiro. Diminui a dramaticidade e as personagens adquirem uma simplicidade que as aproxima das pessoas comuns.

Desta geração destaca-se:

01. Júlio Dinis
Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Porto, 14 de Novembro de 1839 – Porto, 12 de Setembro de 1871) foi um médico e escritor português. Licenciou-se em Medicina na Escola Médica do Porto,onde também foi professor, mas foi principalmente à literatura que dedicou a maior parte da sua curta vida. Utilizou vários pseudônimos, sendo Júlio Dinis o principal e o que o tornou mais conhecido. É por muitos considerado como um escritor de transição entre o fim do Romantismo e o princípio do Realismo. Embora tenha escrito poesia e teatro, notabilizou-se principalmente como romancista.

A Principal obra de Julio Dinis
As Pupilas do Senhor Reitor, o melhor romance português do século, publicado inicialmente em 1866 em forma de folhetim, e só no ano seguinte apareceria em livro. Seu caráter moralizador e a religiosidade que perpassa por todo o romance, a bondade capaz de chegar a extremos quase incríveis de sacrifício pessoal, são alguns dos ingredientes que transformaram em muito pouco tempo o autor desconhecido em sucesso nacional. 
A calma da cidade do interior (Ovar - Portugal) e a observação da vida simples das pessoas da aldeia propiciaram o aparecimento desse romance que, algum tempo depois, se tornaria um dos mais famosos em Portugal.
Os capítulos são tipicamente folhetinescos: unidades narrativas com peripécias e final em suspensão. É um romance está cheio de ironias bem humoradas, tornando-o, apesar do moralismo intencional, de leitura mais agradável.
Como costuma acontecer com escritores românticos, Júlio Dinis também vê o mundo com as lentes do maniqueísmo. Assim, assenta sua obra em um jogo contínuo de oposições. Entre as principais, destacam-se: A cidade - O campo / A modernidade - A tradição / O desejo - O amor.
O romance  gira em torno da tese segundo a qual a vida simples e natural torna as pessoas alegres e felizes. Júlio Dinis descreve o campo, os tipos humanos, os hábitos e as idéias, desenvolvendo toda uma problemática pequeno-burguesa, com o “propósito de pregar uma moralização de costumes pela vida rural e pela influência de um clero convertido ao liberalismo”.

As principais Obras de Júlio Dinis:
-  Poesias - 1873
- Inéditos e Dispersos  - 1910
- Teatro Inédito - 1946-1947

02. João de Deus
João de Deus de Nogueira Ramos (São Bartolomeu de Messines, 8 de Março de 1830Lisboa, 11 de Janeiro de 1896), mais conhecido por João de Deus, foi um eminente poeta lírico e pedagogo, considerado na época o primeiro do seu tempo e o proponente de um método de ensino da leitura, presente numa Cartilha Maternal por ele escrita, que teve grande aceitação popular, sendo ainda utilizado. Gozou de extraordinária popularidade, foi quase um culto, sendo ainda em vida objeto das mais variadas homenagens. Foi considerado o poeta do amor e encontra-se sepultado no Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia, em Lisboa. João de Deus ocupou uma posição singular e destacada. A sua poesia distinguiu-se, sobretudo, pela grande riqueza musical e rítmica.

As principais Obras de João de Deus:
- Flores do Campo  - 1868
- Folhas Soltas - 1876
- Campos de Flores - 1893

Além das obras citadas acima, foi ainda autor de fábulas e de obras destinadas ao teatro, estas na maior parte dos casos traduções e adaptações de autores estrangeiros. Grande parte da sua produção em prosa foi reunida na coletânea Prosas.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O que é ser Jovem?

Será que ser jovem é só questão de idade?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O que é "Poesia"?



A poesia, ou gênero lírico, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte, a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice. O sentido da mensagem poética também pode ser", ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).

Assim, partindo de tais aspectos, nosso objetivo é abordar os principais elementos que nunca podem faltar quando o assunto é a linguagem poética. Nesse sentido, seguem elucidadas abaixo algumas considerações:

Métrica
As palavras, em se tratando de termos gramaticais, são separadas de acordo com a forma com que são pronunciadas. Os versos que constituem um poema também o são, porém com algumas divergências.
Os versos que não possuem uma regularidade métrica (fixa) são denominados versos livres.  

Rimas
Tal quesito tende a conferir musicalidade ao poema, mas não quer dizer que seja algo obrigatório. Tudo depende daquelas intenções já ressaltadas, ou seja, quanto mais se acentua um tom melódico, mais se evidencia um clima de envolvimento entre as parte envolvidas.

Ritmo
O ritmo é determinado pela alternação uniforme de sílabas tônicas (fortes) e não tônicas (fracas), dispostas em cada verso de uma composição poética, bem como pelos recursos utilizados pelo poeta e pela forma como ele os organiza dentro de seu texto, com vistas a produzir o efeito desejado com a mensagem. Assim, cada poema tem seu ritmo. 

Verso é cada uma das linhas que constituem uma estrofe num poema.

Terceto é na literatura, o tipo de estrofe que contém três versos.  

Quarteto é a formação contendo exatamente quatro membros. Ela é comumente associada com grupos musicais, mas pode ser associada a qualquer situação na qual quatro objetos similares ou relacionados podem ser considerados uma unidade.
Então o quarteto também é uma estrofe que contém 4 versos.

Estrofe é um agrupamento de versos, por exemplo, existem quatro estrofes no soneto clássico, o primeiro quarteto, o segundo quarteto, depois o primeiro terceto e o segundo terceto:
  
Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais um pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angustia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure. 

                                                       Vinícius de Moraes


Os jovens

Os jovens são assim mesmo
Agem sem pensar
Pensam após agir
Agem por impulso...
Sem medo do que possam sentir.

Têm vontade de gritar...
Medo de não poder
Têm vontade de chorar
Receio de se arrepender
Jovens se prendem, se rendem.

Jovens “pensam mais com o coração”
Estão dispostos a “tudo”...
Se rendem ao som de uma canção
Dispõem-se ao que vem do fundo.

Se arriscam a fazer...
Quebram totalmente o protocolo
Se sentem felizes com isso
Soberanos...
Depois correm em busca de colo.

Jovem quer: jovem pode”
Desviam dos obstáculos da vida
E quando caem...
Se levantam, a poeira sacodem.
E cicatrizam as feridas.

Jovens se sentem...
Jovens querem ser...
Jovens entendem...
Jovens querem ver...

Jovens têm pudor...
Sentem frio...
Sentem calor...
Jovens envelhecem
Jovens sentem amor
Se sentem enfurecidos
Quando se sentem esquecidos
Jovem esquece,
Tem jovem que se sente sofredor.

Os jovens querem espaço
Jovens criam, se angustiam.
Se sentem felizes, se sentem mal.
Têm jovens que têm medo do “lobo mau”.

Para ser jovem não precisa estar “novo”.
Tem jovem que se sente “velho”
Tem “velho” que não se acha idoso.

Jovens têm sentimentos
Têm fraquezas
Têm garra e dedicação...
Jovens têm belezas.
Jovens sentem EMOÇÃO...

Cézar Gabriel Pereira Nascimento Palmeiras - BA.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

V CONCURSO POETAS DO LICEU

 REGULAMENTO




Estão abertas no período de 20 de fevereiro a 15 de março de 2013 as inscrições para o   V Concurso “Poetas do Liceu”.

Dos objetivos
O concurso terá o intuito de criar e consolidar hábitos de leitura e de escrita e de promover o gosto pela poesia e valorização dessa expressão literária.

Do Tema
A Comissão organizadora propõe o tema Ser jovem para esta edição do concurso.

Dos participantes
Poderão concorrer todos os estudantes regularmente matriculados nas séries e turmas do Ensino Médio da instituição.

Da Divulgação do concurso
O anúncio do concurso será feito no coletivo de professores da área de Linguagens e Códigos, que por sua vez anunciará aos seus alunos e no blog da escola.

Das inscrições
Os alunos interessados deverão acessar o blog da escola: www.liceudecamocim.blog.spot.com, preencher a ficha de inscrição e enviar para o e-mail do concurso: poetasdoliceu@gmail.com ou
ainda poderão preencher a ficha de inscrição na Biblioteca ou no LEI.

Condições de Participação

O trabalho deve ser individual, original e inédito.
Cada aluno(a) poderá concorrer com até 2 (dois) poemas;

Os trabalhos de poesia referentes a esse concurso terão de ser apresentados:

No mínimo de 14 (quatorze) linhas (dois quartetos e três tercetos, por exemplo).
Todos os poemas devem ter um título adequado.
Cada trabalho deverá vir acompanhado pelos seguintes dados: nome completo do(a) aluno(a), número, turma, ano, data de nascimento, título do trabalho, nome da escola e nome completo do(a) professor(a) responsável.

O trabalho deve ser digitado e enviado para o e-mail do concurso: poetasdoliceu@gmail.com ou digitado e entregue na Biblioteca ou LEI.


Da premiação

Os três primeiros classificados serão premiados com livros de poesia e receberão certificados e medalhas.


Da Comissão Julgadora
Os trabalhos serão julgados por uma Comissão Julgadora formada por 05 (cinco) professores e destes, 3(três) serão obrigatoriamente de Língua Portuguesa.
As 10 (dez) primeiras poesias classificadas pela Comissão Julgadora  formada pelos professores serão encaminhadas a Academia Camocinense de Artes, Ciências e Letras para a escolha das três primeiros colocados.
A decisão da Comissão Julgadora é soberana e irrecorrível, cabendo a ela conceder os prêmios de acordo com o mérito da poesia.
Os integrantes da Comissão Julgadora poderão ser substituídos, a qualquer tempo, por outros profissionais igualmente idôneos.
A relação com os 10 (dez) primeiros classificados será disponibilizada no blog do liceu www.liceudecamocim.blogspot.com  por ordem de classificação, dia 25 de março de 2013.  No caso de empate, prevalecerá o aluno mais novo.

Critérios de Seleção

Para a seleção dos melhores poemas serão adotados os seguintes critérios de apreciação adotados

pela Olimpíada de Língua Portuguesa “Escrevendo o Futuro”:

■     Pertinência ao tema proposto;

■      Observação dos elementos da poesia (RIMA, RITMO, ALITERAÇÃO, ASSONÂNCIA,  MÉTRICA, COMPARAÇÃO, METÁFORAS, VERSO LIVRE, LIRISMO)

■      Busca de informações sobre o tema.

■      Originalidade.


sábado, 2 de julho de 2011

BOAS FÉRIAS.....

Olá. Queridos alunos e professores!!!

Chegaram as maravilhosas e tão esperadas férias de julho.
Qual professor(a) e aluno(a) não fica feliz em saber que pode descansar um pouquinho e colocar a cabeça em ordem?
Nem me fale…
Eu adoro dar aula, mas, acredito que o professor tem que ter um momento para curtir um pouco, descansar, entre outras coisas.
Curtam bastante esse momento com a família, com os amigos e é claro com vocês mesmos.. Leiam um bom livro, assistam um bom filme, saiam bastante, isso é muito importante.

Boas Férias!!!

Atenciosamente,

Prof.JR

segunda-feira, 20 de junho de 2011

LICEU DE CAMOCIM, PROPORCIONA AOS SEUS ALUNOS UMA APRENDIZAGEM INOVADORA

O Liceu de Camocim Dep. Murilo Aguiar em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Camocim e sob a orientação do professor de Língua Portuguesa, Edivaldo Araújo Júnior, em consonância com o projeto “Viajando através da Literatura”, realizaram nos dias 18 e 19 de junho, aula de campo no município de Quixadá/CE, com a participação de vinte alunos de nossa escola.

O objetivo principal dessa aula foi aprimorar o conhecimento de nossos alunos sobre um dos maiores ícones da literatura brasileira: Rachel de Queiroz. Conhecer um pouco mais sobre a sua vida, sua trajetória como escritora e o ambiente onde aconteceu a obra literária “O QUINZE”.

Visitar Quixadá e sua cultura nos oportunizou a visualização da caatinga do sertão cearense e o real motivo da fuga da família nordestina em busca da sobrevivência causada pelas condições climáticas. Portanto nada mais adequado do que conhecermos como viveu Rachel, onde morava, seus hábitos pois, somente assim entendemos todo o ensejo de sua magnífica obra, vendo e sentindo a magia do sertão que foi sua fonte de inspiração. Assim como conhecer o Centro Cultural e Memorial de Rachel de Queiroz, Santuário da Rainha do Sertão e o Açude do Cedro que nos proporcionou a ampliação cultural no que diz respeito a essa bela região.

Para este momento tão importante no processo de construção do conhecimento de nossos alunos, contamos com a participação efetiva de nosso Diretor Escolar Clairton Lourenço Santos e de nossa Coordenadora do Eixo Curricular Jakcilene Pessoa do Nascimento. Agradeço o apoio e a participação do Núcleo Gestor.

Agradecer a Rachel de Queiroz, pela riquíssima herança literária que nos deixou, contribuindo de forma brilhante para nossa literatura brasileira, nos orgulhando, não só como mulher, escritora e professora, mas também por representar tão bem a cultura Cearense mundo afora.

Estendendo o agradecimento à todos que contribuíram para esta grande realização, ao Liceu de Quixadá que nos recebeu tão bem e aos nossos queridos alunos pela excelente participação e compromisso.

Mostrar a importância da literatura como tarefa essencial na conquista da cidadania plena, fazendo com que os alunos incorporem valores, conceitos e atitudes em seu cotidiano escolar e extra-escolar faz parte da nossa meta de ensino.

Atenciosamente,

Prof.Jr


domingo, 12 de junho de 2011

I NOITE LITERÁRIA DO LICEU DE CAMOCIM

O Liceu de Camocim Dep. Murilo Aguiar, no dia “Nacional da Língua Portuguesa”, sob a orientação do professor “Edivaldo Araújo Júnior”, realizou nas dependências da própria escola a “I Noite Literária do Liceu de Camocim”.

As atividades integram o Projeto "Viajando através da Literatura”, que vem sendo desenvolvido no ano letivo de 2011, com a perspectiva de incentivar o intercâmbio entre os diversos segmentos da Área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, através da leitura e da produção textual, proporcionando a realização de atividades interdisciplinares no ambiente escolar.

Na oportunidade estiveram presentes o Diretor Clairton Lourenço Santos, a Professora Regente do Centro de Multimeios, Maria dos Navegantes de Paulo, Pais de Alunos, Amigos da Escola e Alunos.

Programação Literária:

Dia 10/06/2011

18h30min – Abertura da I Noite Literária do Liceu de Camocim Dep.Murilo Aguiar.

19h10min – Apresentação do Romance Indianista “Iracema” de José de Alencar”.

19h40min – Fala da Professora Regente do Centro de Multimeios.

19h50min - Apresentação do Romance Regionalista “O Quinze de Rachel de Queiroz”.

20h40min – Fala do Diretor da Escola e do Professor Orientador da I Noite Literária


Entusiasmo, dedicação e irreverência foram as marcas das obras literárias apresentadas pelos alunos.

Prof.JR

terça-feira, 31 de maio de 2011

VIVENCIANDO A LITERATURA - "O QUINZE"

Apresentação

A Obra literária “O Quinze” de Rachel de Queiroz, retrata a seca de 1915 em Quixadá/CE, a mesma ocorreu em sua infância , deixando a autora com a sensibilidade à flor da pele. Percebe-se uma narrativa e dois momentos.

Primeiramente, a seca atinge o vaqueiro Chico Bento e sua família. Também, maltrata Vicente, grande proprietário e criador de gado. Em seguida, temos a relação de afeto e carinho que envolve Vicente, rapaz rude, mas puro de coração e Conceição, moça cheia de dotes e de cultura, da capital. O Quinze é um romance que denuncia o grave problema que aflige as pessoas: a seca. Esta é o grande entrave da natureza. As pessoas se sentem impotentes diante da vida. Para eles, viver passa a ser um desafio diário. Todos são heróis a combater o mesmo inimigo. Proprietários e trabalhadores tornam-se iguais. A seca os iguala. E os une na busca por melhores dias. Que os céus acabem com esses desolados momentos é o sonho de cada um, crianças e adultos, pobres e ricos.

Objetivos

* Analisar a obra literária “O Quinze”de Rachel de Queiroz, em sua plenitude, através de seus aspectos literário e histórico estabelecendo relações entre fontes históricas e aspectos apontados pela escritora levando os discentes a refletir sobre todo o contexto literário.


* Mostrar a importância da literatura como tarefa essencial na conquista da cidadania plena, fazendo com que os alunos incorporem valores, conceitos e atitudes em seu cotidiano escolar e extra-escolar.

* Conscientizar e reconhecer a importância do Nordeste e do homem da terra na obra de Rachel de Queiroz, despertando nos discentes encantamento e apreciação na contramão do preconceito e da discriminação.

domingo, 3 de abril de 2011

Vivenciando as "Artes Sacras" em sua plenitude!

Com o intuito de aprimorar o conhecimento dos alunos, no dia 01.04.2011, a Escola Liceu de Camocim Deputado Murilo Aguiar, sobre a orientação do professor de língua portuguesa, Edivaldo Júnior, proporcionou aos alunos do 2º Ano C, uma aula diferenciada no Museu Dom José Tupinambá da Frota, localizado na cidade de sobral. Na oportunidade foi enfatizado aos alunos, a “Escola Literária Barroca”, precisamente as diferenças e semelhanças existentes entre as diversas “Artes Religiosas” e “Artes Sacras”, que compõem o acervo do museu. A aula foi gratificante, pois foi colocado em prática a parte teórica, sob os aspectos que são significativos para a construção do saber, do conhecer e do desenvolver dos alunos.